Sete dos oito candidatos a prefeito de Mogi Mirim têm bens avaliados em R$ 8, 2 milhões, segundo declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disponibilizada no seu portal. Puxa a lista o vereador e empresário André Mazon (PTB), com 5,4 milhões, seguido do médico Elias Ajub (Republicanos), com 1,5 milhão, do prefeito e empresário Carlos Nelson Bueno (PSDB), com R$ 552,9 mil – metade do que declarou ter em 2016. Depois vem o empresário Ricardo Brandão (Podemos), com 523,8 mil, o empresário Danilo Zinetti (PSD), com R$ 429 mil, o médico Paulo Silva (PDT), com 256,1 mil, e empresário Aloísio Bueno (PSL), com 170,1 mil. O dirigente esportivo Luiz Henrique de Oliveira (PRTB) não apresentou declaração de bens em seu nome.
Eleições têm mais de
545 mil candidatos
O número de candidatos que vão disputar vagas de prefeito, vice-prefeito e vereador é o maior desde 2000, quando a votação no país foi 100% eletrônica pela primeira vez. O portal lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra mais de 545 mil solicitações de candidaturas. O recorde anterior havia sido em 2016, com 496.887 candidatos. O fim das coligações para as eleições proporcionais, aprovado pelo Congresso Nacional em 2017, que será aplicada pela primeira vez nas eleições deste ano, é a responsável pelo aumento. A mudança na regra fez com que um candidato que queira disputar como vereador, só possa participar do pleito na chapa única do partido ao qual ele é filiado. Antes, uma chapa tinha candidatos de partidos distintos. Para ter sucesso, as legendas estão lançando mais nomes.
Clima de ‘já ganhou’
em 117 cidades
Eleitores de 117 cidades brasileiras andam reclamando da falta de emoção na disputa pela prefeitura nas eleições 2020. É que nestas cidades há somente – e tão somente – um único candidato a prefeito. Antes mesmo de irem às urnas no dia 15 de novembro, eles já sabem quem será o próximo prefeito. Sem concorrente, o candidato solo está eleito mesmo que receba um único voto. Ou seja, basta ele votar em si mesmo para assumir o comando da cidade. É o que mostra o levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número revela um aumento das candidaturas únicas em relação a 2016, quando não houve disputa em 97 municípios. A maior parte dos casos em 2020 está no Rio Grande do Sul, em que os candidatos podem contar com o “já ganhou” em 34 cidades, seguidos de Minas Gerais e Paraná, com 17 cada.
Câmara reprova
contas de Stupp
O plenário da Câmara Municipal rejeitou, por unanimidade, segunda-feira (28) as contas do exercício de 2016, último ano do governo de Gustavo Stupp. Isso significa que os 17 vereadores, incluindo o presidente da Casa, Manoel Palomino (DEM), acataram o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), desfavorável ao ex-prefeito. Os motivos da desaprovação foram o resultado financeiro negativo, execução orçamentária com déficit de 0,61%, parcelamentos e reparcelamentos junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), acarretando juros e multas, além de infração à LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) com a não aplicação da totalidade dos recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), que se limitou a 99,54%.