sexta-feira, abril 4, 2025
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Em menos de uma hora, acidentes em estradas deixam dois mortos

Erli da Silva morreu atropelado por van (Foto: Reprodução Facebook)

Duas pessoas morreram, na noite do último sábado, dia 28, em acidentes de trânsito na Estrada Municipal Vicente Ortiz de Camargo, também conhecida como Vicinal Itapira-Mogi Guaçu, e na Rodovia Adhemar de Barros (SP-340). Os casos foram de um veículo que se chocou violentamente contra um poste de concreto e de um atropelamento.

O primeiro acidente ocorreu por volta das 22h15, no quilômetro 158+950, na pista Sul da SP-340. Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária (PMR), o caldeireiro Erli Gregorio da Silva, de 53 anos, atravessava a via, do canteiro central para o acostamento, quando foi atropelado por uma van, prata. O veículo, com placas de Mogi Guaçu, viajava sentido Mogi Mirim-Campinas.

O motorista, um empresário de 41 anos, parou imediatamente e prestou socorro à vítima, acionando a ambulância da concessionária responsável pela rodovia. Silva foi levado, ainda com vida, até a Santa Casa local, mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi a óbito no Pronto-Socorro (PS) do hospital. O corpo do caldeireiro foi removido ao Instituto Médico Legal (IML), no Guaçu, e liberado para o velório e sepultamento, posteriormente. Os 14 passageiros da van não se feriram.

O empresário relatou aos policiais que dirigia a van pela pista da esquerda e viu que a vítima, recuava e avançava, tentando cruzar a via. Ele, então, disse que resolveu convergir para a direita, momento em que Silva fez o mesmo movimento, atingindo-o, uma vez que já não havia mais tempo hábil para outra manobra. O motorista foi submetido ao teste do bafômetro, que resultou negativo para embriaguez.

A autoridade policial determinou a realização de perícia no local do acidente, bem como no veículo envolvido, e registrou a ocorrência como homicídio culposo na direção de veículo automotor. Silva, morador do bairro Piteiras, zona rural da cidade, foi sepultado no Cemitério da Saudade, no Tucura, região da zona Norte, na manhã de segunda-feira.

Em menos de uma hora
Às 22h50, o segundo acidente, na Vicinal Itapira-Mogi Guaçu, resultou na morte da atendente Aline Beatriz Donizete, de 28 anos. Ela ocupava o banco passageiro da frente de um Polo preto, com placas de Mogi Mirim. O veículo era conduzido pelo noivo da jovem, o vendedor Luiz Gustavo Coscarelli, de 40 anos.

Aline Beatriz Donizete estava no banco do passageiro da frente (Foto: Reprodução Facebook)

Uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) de Mogi Guaçu, que patrulhava pela região rural da Roseira, testemunhou o fato. Os guardas municipais avistaram quando o motorista do Polo, vindo em sentido oposto, saiu da estrada, chocando o carro na cerca de uma propriedade e, em seguida, contra um poste de concreto de fiação telefônica que, devido ao impacto, foi ao chão.

Após o choque, o automóvel foi projetado para o outro lado da via, cruzando a frente da viatura da GCM, e parando no acostamento. De acordo com os guardas municipais, logo depois, o motorista, em pânico, desembarcou do Polo, pedindo socorro para a noiva, que estava gravemente ferida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros foram acionados, contudo Aline não suportou os ferimentos e deu entrada já em óbito pela Santa Casa de Mogi Guaçu.

Coscarelli, levemente ferido, também recebeu atendimento médico e, após ser liberado, foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Depois, ele seguiu para o Pronto-Socorro (PS) e realizou a coleta de sangue para exames de dosagem alcoólica. Conforme o boletim, o vendedor, durante entrevista, mostrava-se confuso, não discernindo ao certo sobre o ocorrido, e estava sem os documentos pessoais e do carro, com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e licenciamento do veículo atrasado.

O corpo da atendente foi sepultado no Cemitério Municipal de Estiva Gerbi, cidade onde a vítima morava, na tarde de domingo. O noivo reside no bairro Santa Cruz, na zona Oeste de Mogi. Peritos da Polícia Científica (PC) estiveram no trecho e o veículo foi guinchado. O delegado Richard Alain Lolli registrou o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor, ou seja, quando não há intenção de matar, e o motorista deve responder o inquérito em liberdade.

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