
Um caminhão tanque com destino ao Auto Posto 2.600, localizado na Avenida Pedro Botesi, no Tucura, zona Norte da cidade, foi responsável por causar um verdadeiro alvoroço na região durante o final da manhã desta segunda-feira. Escoltado por viaturas e homens da Polícia Militar (PM) desde Paulínia, reduto da Refinaria Replan, e base de pontos de abastecimento, o veículo tinha como destinação repor parte do combustível do posto, esgotado desde o final da última semana. Entretanto, apenas veículos de autoridades policiais, tanto da Polícia Militar quanto da Guarda Civil Municipal (GCM) vêm sendo abastecidos, com a comercialização do combustível indisponível para a população em geral.

Por volta das 11h, quando a reportagem de O POPULAR esteve no 2.600, viaturas oficiais e veículos de profissionais da área da Saúde, mediante apresentação de carteirinha de identificação, tinham direito a abastecer. Contudo, por volta das 11h30, somente os carros das forças de segurança tinham permissão para encherem os tanques.
Não existe uma posição concreta por parte do posto sobre qual a quantidade de combustível estaria disponível no caminhão tanque, podendo variar entre três a 15 mil litros, entre óleo diesel e gasolina comum.

Por que só viaturas da segurança?
Segundo informação repassada à reportagem por um representante do posto, a medida foi tomada em virtude de o caminhão tanque não poder retornar até Paulínia para um novo recarregamento. Novos protestos de caminhoneiros teriam sido desencadeados no município, deixando o clima ainda mais tenso e impedido o retorno do caminhão tanque a Mogi.

A notícia da chegada do combustível no Auto Posto 2.600 logo se disseminou via redes sociais e aplicativos de conversa, como o WhatsApp, causando filas de veículos nas imediações do posto. Foi necessário fixar folhas sulfites com mensagens de que o abastecimento era voltado para as forças de segurança.
O POPULAR presenciou inúmeros profissionais da saúde, com carteirinha em mãos, que não puderam abastecer. Funcionários do posto explicavam a situação, encarada com realismo por parte de uns, e indignação por outros. Não existe uma previsão de quando o abastecimento será totalmente normalizado. A greve dos caminhoneiros em todo o país, mesmo após a divulgação de um acordo entre representantes da classe e o Governo Federal, chega ao seu oitavo dia nesta segunda-feira.

Pela cidade
Em Mogi Mirim, postos de combustíveis como o Auto Posto do Ary e o Auto Posto RVM, chegaram a receber caminhões tanque, com filas gigantescas se formando nos locais desde a tarde de ontem, e que persistem na manhã desta terça-feira. Pelo restante da cidade, determinados postos permanecem fechados e sem previsão de serem reabastecidos.