sábado, abril 5, 2025
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Coletores entram em greve e pedem reajuste salarial de 12,5%

A greve dos coletores de lixo já começa a atrasar os serviços de limpeza pública. Na quarta-feira, a reportagem de O POPULAR encontrou diversos sacos de lixo espalhados pelas ruas centrais e em bairros da cidade.

Os trabalhadores resolveram paralisar as atividades na terça-feira. Após assembleias, o movimento da categoria foi deflagrado na segunda. Eles reivindicam um reajuste salarial de 12,5%. Segundo o Siemaco, sindicato da categoria, 30% dos coletores aderiram ao movimento.

A paralisação pelo aumento do piso salarial é uma campanha dos funcionários que acontece a nível estadual. Segundo o gerente regional da Construrban, Carlos Roberto Isidoro, foi apresentada uma proposta de reajuste em 7,5% nos salários – o que corresponde à inflação acumulada no período – mas os coletores não entraram em acordo.

Coleta de lixo, antes realizada três vezes na semana, passou a ser feita em duas oportunidades (Foto: Ana Paula Meneghetti)
Coleta de lixo, antes realizada três vezes na semana, passou a ser feita em duas oportunidades (Foto: Ana Paula Meneghetti)

Uma liminar da Justiça determinou que, no mínino, as empresas mantenham 70% dos funcionários prestando os serviços. “É o que estamos cumprindo”, confirmou Isidoro. A coleta de lixo, antes realizada três vezes na semana, passará a ser feita duas vezes.

Ao todo, três caminhões percorrem um roteiro pela manhã e outros três fazem um segundo percurso na parte da tarde. “Estão saindo só dois caminhões por roteiro. Mas, na área central a coleta está praticamente normal; o serviço é diário. A intenção é não manter lixo acumulado”, garantiu o gerente.

A frota ainda incluiu mais dois veículos; um que circula na área rural e um segundo que transporta apenas os sacos de varrição. De acordo com a empresa, os serviços de limpeza pública contam com o trabalho de 30 coletores e 49 varredores.

Nessa semana, reuniões entre o sindicato patronal e o sindicato base dos funcionários da categoria foram realizadas sem sucesso. As negociações, mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), não tiveram avanço e a greve continua por tempo indeterminado. Se não houver acordo, o dissídio vai para julgamento.

Justifica
Os coletores contratados pela Construrban pedem a equiparação de salários com o valor pago em São Caetano do Sul, onde a mesma empresa opera o sistema de coleta de lixo. Os garis de Mogi Mirim recebem de R$ 874 mensais, mais adicionais de insalubridade e horas extras.

Em São Caetano, o salário é 20% maior, segundo informações do sindicato da categoria. “Não temos como cobrar mais da Prefeitura para dar esse aumento, mesmo achando justa a causa da categoria”, rebateu o gerente da Construrban.

Em nota, a Prefeitura informou que a greve ainda não gerou prejuízos significativos para a cidade. A coleta noturna continua normalizada e a coletiva nos bairros está sendo cumprida pelo efetivo disponível a fim de atender todas as regiões, no mínimo, duas vezes por semana.

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