Prosseguindo meu depoimento histórico, contarei sobre fatos que presenciei em Mogi Mirim entre os anos de 1950 e 1960, época em que os mogimirianos eram felizes mas não sabiam. No inicio de 1952, assisti na Câmara Municipal a posse dos eleitos em 1951, o prefeito José Teófilo Albejante (Bépe) e os vereadores, entre eles recordo do Dr. José de Abreu Prado, Prof. Antonio José Peres Marques, Benedito Vaz, Dr. Antonio Albejante, Prof. Constantino Alves, Humberto Barros Franco, Prof. Adib Chaib e outro cujos nomes minha mente sonega. A sessão foi presidida pelo Juiz de Direito da Comarca Judiciária de Mogi Mirim, Dr. Wando Henrique Cardim. Numa época em que corria o ditado “ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil”, lembro da instalação em Mogi Mirim de uma fábrica de maquinas pulverizadoras de veneno contra formigas. A fábrica “Estrela” era de propriedade de Orlando Mazotini. Vi e ouvi diversas apresentações da excelente organização musical “Pedrinho e sua Orquestra”, da cidade de Guararapes e que costumava vir a Mogi Mirim abrilhantar bailes. Era composta de 18 músicos, entre eles o baiano Vicente Muniz e que acabou radicando-se em nossa cidade e casando-se com a Conceição Peres Marques. Eu tinha 15 anos quando assisti do palanque da casa de meu pai (onde hoje é o edifício Manhattan) a partida emocionante entre Mogi Mirim Esporte Clube e o Vasco da Gama do Rio de Janeiro. O time carioca vinha de 28 partidas invictas e possuía jogadores de renome, como Ipojucan, Mário, Vasconcelos, Ernani, Nestor. Alguns deles chegaram a jogar na seleção brasileira. O Mogi era na época um time técnico e raçudo, que não tomou conhecimento da fama e poderio do adversário e venceu por 3 a 2, com dois gols de Armandinho e um do extraordinário Mingau. Para o Vasco marcaram Mário e Ipojucan. Um dos gols de Armandinho foi de bicicleta e outro de falta. Participei da emoção que tomou conta da cidade, ao chegar a Mogi Mirim a triste notícia do desabamento do Cine Rinque, situado à Rua Barão de Jaguará em Campinas. Esse trágico acidente ocorrido em 1951, causou a morte de 29 pessoas e ferindo mais de 200! Assisti a muitos carnavais em meados do século passado em Mogi Mirim, no Grêmio e no Clube Recreativo. Assisti a coroação nos salões do Grêmio Mogimiriano da Rainha do Carnaval, Maria Zanetti e do Rei Momo Waldemar Toledo. Curioso é que os reis momos sempre são gordos e o Waldemar Toledo era magríssimo! Por volta de 1952 eu costumava ouvir a Rádio Cultura de Mogi Mirim e entre meus programas prediletos estava aquela intitulado “Chá para dois”, criação e apresentação de meu amigo Simão Horácio Bottesi. Se não me engano seu horário era as 16h00, ou quatro horas da tarde com se dizia antigamente. Muitos acontecimentos ocorridos há mais de 50 anos eu vi, ouvi e assisti em Mogi Mirim e enquanto minha memória permitir continuarei em futuros artigos a relembrar. Preceito Bíblicos – “As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor! Nos seus dias a justiça florirá e reinará grande paz até que a lua perca o brilho. Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do infeliz e do indigente e a vida dos humilhados salvará”. (Salmo 71) Túnel do Tempo – 1949 – Inaugurou-se à Rua Conde de Parnaíba em Mogi Mirim, esquina com a Rua Paissandú, as lojas “Casa da Sorte” e “Casa do Povo”, ambas propriedades de Idel Timermam e vendendo móveis em geral. Legenda da foto destacada: Situada a Rua Conde de Parnaíba a “Casa do Povo” vendia móveis e roupas feitas, sendo inaugurada em 1949.
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