sexta-feira, abril 4, 2025
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E o Mogi… volta ou não volta ao profissionalismo?

O torcedor do Mogi Mirim EC está calejado. Sabe muito bem que, pelo menos, desde 2015, a administração da agremiação foi responsável por cinco rebaixamentos em seis campeonatos; por um hiato sem profissionalismo de três anos, fato inédito desde 1970 (!), além de gerar dívidas com fornecedores, prestadores de serviço e trabalhistas que, sozinha, ultrapassa os R$ 7 milhões; a brecha para que o Estádio Vail Chaves fosse penhorado; um ciclo habitual de interdições desta praça de esportes, entre outras aberrações.

Mesmo assim, os sucessores de Rivaldo Ferreira seguem à frente do clube, que completa 118 anos em outubro. E, em mais uma temporada, a promessa é de retorno ao profissionalismo. O clube tem anunciado, mais uma vez, seletivas para a formação não apenas da equipe sub23, necessária para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, mas também para outras categorias, que ainda não têm a garantia de que terá competições promovidas pela Federação Paulista de Futebol (FPF) em 2021.

Em 2021
A Bezinha, como é conhecida a última divisão de profissionais do Paulistão, está confirmada pela entidade. Na quinta-feira, 27, um total de 41 clubes participou de uma reunião virtual promovida pela FPF. O MMEC foi um deles. Da região, alguns que já estão há alguns anos na disputa, como a Esportiva Itapirense; e um possível retorno, do União São João de Araras, ausente do profissionalismo desde 2015.

Ficou definido que o Conselho Técnico oficial será na próxima quinta-feira, 17 de junho, às 15h, também em formato virtual. O principal entrave para o Sapão da Mogiana é superar uma das especialidades da atual diretoria: interdição de estádio. Uma recorrência desde 2017, a proibição de eventos organizados pela FPF no Vail Chaves foi oficializada pela entidade em 5 de maio, através de portaria. Outros 171 estádios foram vetados.

Entre os laudos vencidos, o principal é de “Condições Sanitárias e de Higiene”, que venceu em 29 de janeiro de 2021. Na nova vistoria, promovida por profissionais da Vigilância Sanitária de Mogi Mirim, o estádio foi reprovado. A avaliação apontou que apenas 17,39% do local atendia as normas exigidas. O clube tem 60 dias, a contar do dia 19 de abril, para atender às exigências das autoridades.

E apresentar todos os laudos em dia é vital para ter a permissão da FPF em ingressar no Conselho Técnico do dia 17 de junho. O torcedor, escaldado, acompanha. E sabe que, para um clube como o MMEC, estar em uma competição é mera obrigação daqueles que estão com a caneta na mão.
De toda maneira, vamos a detalhes da Bezinha.

Na reunião do dia 27, ficou definido que o campeonato, em respeito à situação de pandemia de Covid-19, será realizado sem a presença de público. E que os clubes terão que desembolsar uma boa grana com testes e respeito a rígidos protocolos. Em campo, previsão de 70 dias de disputa.

Seriam 18 datas, com o início da primeira fase em 22 de agosto. Após 10 rodadas, no dia 26 de setembro esta etapa inicial seria concluída. Depois, oitavas de final, quartas de final, semifinal e final, sempre em ida e volta, com a decisão no dia 31 de outubro. Apenas os dois finalistas sobem para a Série A3 de 2022. Neste ano, Batatais e Penapolense caíram para a Bezinha da próxima temporada. Já em 2020, São José e Bandeirante garantiram o acesso à A3 deste ano.

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