sexta-feira, abril 4, 2025
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Mirlene Picin inicia competições pela Europa

A mogimiriana Mirlene Picin se encontra na Europa desde o dia 22 de novembro do ano passado em preparação para uma verdadeira maratona de competições. Das quatro provas programadas para antes do Natal, ela competiu em apenas uma. Na OPA Cup 2022/2023, competição de Ski Cross Country Olímpico, disputada na Itália, válida pelo ranking internacional da FIS (Federação Internacional de Ski Cross Country), ela competiu no estilo clássico, com percurso de 10 quilômetros.

Mika concluiu o percurso com o tempo de 39 minutos e 28 segundos, registrando 271 pontos FIS. Das outras três, duas foram canceladas por falta de neve e outra foi retirada da programação por escolha de Mirlene e do treinador, devido a uma lesão muscular. Com isso, ela teve tempo para se recuperar e ter uma melhor preparação para as provas que acontecem a partir deste mês de janeiro, a parte mais importante da temporada, que se estende até a última semana de fevereiro.

A programação começa neste final de semana. Mirlene está na Eslováquia, onde compete pelo IBU Cup de Biathlon Orsblie. Na próxima semana, viaja para a Alemanha para partcipar, de 12 a 15 de janeiro, do IBU Cup de Biathlon Arber. Depois, o compromisso será pelo IBU Open European Championship Lanzereiden, na Suíça, de 25 a 29 de janeiro, encerrando esta primeira etapa no IBU Cup de Biathlon Obertilliach, na Áustria, de 2 a 4 de fevereiro

Todas essas competições servirão de preparação para o principal evento da temporada, que se inicia dia 23 de fevereiro. É o Campeonato Mundial de Ski Cross Country 2023, que será disputado em Planica, na Eslovênia. Será a sétima participação da mogimiriana representando a equipe brasileira em campeonatos mundiais de ski. A primeira foi no ano de 2009 – o evento acontece a cada dois anos.

Mundiais
Mirlene garantiu vaga em todas as edições de mundiais desde que começou a competir no ski cross country: 2009 (Liberec), 2011 (Oslo), 2013 (Val Di Fiemme), 2015 (Fallun), 2017 (Lathi), 2019 (Seefeld – mesmo classificada, não participou por falta de financiamento) e 2021 (Oberstdorf).

Com essa participação massiva em campeonatos mundiais, Mirlene é uma das atletas que mais representou o país em esportes olímpicos de neve e verão. Lembrando que o evento leva uma importância maior do que outras modalidades que têm mundiais acontecendo ano após ano.

“Para mim é um prazer enorme e uma responsabilidade ao mesmo tempo, ser uma veterana em participações em mundiais pelo Brasil. Vale deixar bem claro aqui, que nunca esperamos medalhas neste evento, nem no passado, presente e possivelmente nem para as próximas gerações, simplesmente por questões óbvias: se no país que é tido como a terra do futebol, não trazemos a Copa, imagina em um esporte de neve?”, apontou.

Segundo ela, os mundiais de disciplinas olímpicas, tanto de verão quanto de inverno, são como uma porta de entrada para os países e atletas. “É onde se troca experiência e se mostra o que se tem feito e se briga com países do nosso mesmo patamar. Isso acontece na corrida, no ciclismo, no remo, em esportes coletivos de inúmeras modalidades olímpicas”, abordou.

Mirlene ressalta que o nível competitivo é muito alto, sendo quase que impossível duelar por uma medalha com norueguesas, suecas, finlandesas, alemãs, francesas, italianas e americanas. “Mas é onde medimos força com países que têm a neve que não temos, como Chile, Argentina, Sérvia, Bósnia, Croácia e muitos outros países tropicais como Colômbia, México, Venezuela e Peru”, destacou.

Ela lembra que o Brasil já deu passos bem largos em mundiais desde que iniciou na modalidade. “Em 2009 foram duas mulheres e dois homens classificados apenas. No último mundial, de 2021, já foram quatro homens e três mulheres. Para este ano, o Brasil irá com time completo de quatro em ambos os sexos. Chile e Argentina, por exemplo, nunca classificaram times completos como nós”, citou.

Estreia
Ainda no início de fevereiro, Mirlene deve estrear em uma Copa do Mundo de ski cross country, em Dobiacco, Itália. O evento, que tem a porta de entrada mais estreita do que a classificação para o campeonato mundial, dá abertura aos 50 melhores ranqueados do mundo por sexo e também alguns convites por índices de desempenho para nações menores na neve.

Mirlene tem o patrocínio da Cortag Brasil, Hospital 22 de Outubro, Syrius Medical Group, Mauricio de Sousa Produções, TM Racing Motos Brasil e Sicredi Força dos Ventos, além do apoio da Agência Theodoro JR e da Mediphacos.

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