quarta-feira, abril 2, 2025
INICIAL☆ Destaque EsporteRejeitado pelo Mogi, Felipe Rivaldinho conquista dois troféus pela Itapirense

Rejeitado pelo Mogi, Felipe Rivaldinho conquista dois troféus pela Itapirense

O ditado “Deus escreve certo por linhas tortas” caiu como uma luva para descrever a história do garoto Felipe dos Santos Mosca, de 18 anos, também conhecido como Rivaldinho. Dispensado pelo Mogi Mirim após a demissão de um treinador, o menino segurou o choro diante dos colegas de time, mas ao chegar à sua residência, sentou ao lado do pai e desabafou, permitindo, enfim, a queda das lágrimas.

Mal sabia Felipe que aquela dispensa era o ponto de partida para uma temporada de triunfos. Diante da notícia, sem deixar a peteca cair, o pai de Felipe, o ex-ponta-direita profissional Bady, expressou confiança ao filho e o avisou de uma avaliação na Itapirense. Na mesma semana, o garoto foi avaliado entre 150 atletas e foi um dos dois únicos aprovados. Em pouco tempo, se tornou titular e conquistou dois títulos pelo clube em 2017, a Copa Interestadual em Águas de Lindóia, em que o Mogi Mirim foi eliminado nas semifinais, e o Paulista Sub-20 da Segunda Divisão. Agora, se prepara para a cobiçada Copa São Paulo de Juniores, responsável por revelar craques para o futebol brasileiro.

A estreia da Itapirense será no dia 4 de janeiro diante do Estanciano, em Itapira. Os outros times do grupo são Volta Redonda e Fortaleza. Depois da Copinha, Felipe pode integrar o elenco profissional da Itapirense, mas já há sondagens de outros clubes interessados no garoto.

Lateral-direito Felipe Rivaldinho conquistou o Campeonato Paulista Sub-20 da Segunda Divisão. (Foto: Arquivo Pessoal)

Cobrança começa no lar, com o exigente pai Bady

“Às vezes todo mundo fala: seu filho arrebentou. E eu vejo alguns defeitos e falo com ele”. É desta forma que o pai Bady, ex-ponta-direita profissional, mantém a cobrança constante sobre Felipe em busca da evolução do menino.
Bady explica que Felipe carece de um desenvolvimento maior nos fundamentos, pois começou tarde no futebol. Antes de fazer teste no Mogi Mirim, treinou apenas por pouco tempo no Bola Top, com o técnico Todinho, já em idade avançada.

O estilo de Felipe como lateral é de apoiar com explosão e velocidade, além de ser disciplinado taticamente. Uma das principais cobranças é para finalizar mais, pois quando joga como atacante com os amigos, marca muitos gols, mas falta confiança para arriscar nas partidas, algo necessário a ser trabalhado. Até porque Felipe conta preferir servir a finalizar. Na vitória por 4 a 0 na decisão do Paulista contra o Presidente Prudente, por exemplo, deu assistência para gol. “Ele chega tão adiantado que olha para trás, não tem ninguém, ele espera o atacante chegar para rolar para trás. Eu falo, quem ganha dinheiro é quem faz o gol”, cobra Bady.

Ex-profissional, Bady guia e aconselha o filho Felipe Rivaldinho rumo à evolução. (Foto: Diego Ortiz)

Felipe espera que o primeiro gol possa vir logo na Copa São Paulo, a vitrine para a garotada. “Espero arrebentar na Copinha, tentar ser campeão de novo”, avisa.

Para isso, o pai também cobra que Felipe não seja expulso. O atleta tem duas expulsões, justamente em finais. A primeira no Interestadual foi por se desentender com um adversário, que também recebeu o vermelho. Já no Paulista, recebeu o segundo amarelo, mas a situação já estava resolvida, pois a Itapirense havia goleado por 4 a 0 na ida e a expulsão foi aos 48 minutos do segundo tempo na volta, quando a equipe perdia por 2 a 1.

Apesar dos vermelhos, Felipe garante ser tranquilo dentro e fora de campo. O hobby é jogar videogame e, há três anos, namora Iasmin, de Mogi Mirim. “Ela me incentiva”, ressalta o lateral, também incentivado pela mãe Fabiana e a irmã Bruna. Se o sucesso depender do apoio e cobrança da família, Felipe Rivaldinho pode esperar muito mais conquistas para celebrar.

Felipe vira Rivaldinho: apelido herdado do primo

Além de dois títulos, Felipe também ganhou na Itapirense o apelido de Rivaldinho, cognome do primo, filho do ex-jogador do Barcelona, que também é chamado de Juninho ou Rivaldo Júnior.

“O Juninho dá muita força pra ele, manda chuteira, depois do jogo quer saber quanto foi”, conta o pai Bady.
A posição de lateral não é novidade na família. Irmão de Felipe, Tico jogava na posição no futebol amador. Outro irmão no Amador é o atacante Douglas, de 26 anos. A principal aposta é o meia-atacante Carlos Eduardo, o Caduzinho ou Badyzinho, de 15 anos, que deve começar a integrar a equipe sub-17 da Itapirense. O pai Bady, irmão da falecida Rose, ex-mulher de Rivaldo, foi ponta-direita, com passagens por Mogi, Monte Azul, Guarani e Lemense, além da base da Ponte Preta.

Felipe quer aproveitar vitrine da Copa São Paulo de Futebol Júnior, com a Itapirense. (Foto: Felipe Calicchio)

Pela relação familiar e o apelido de Rivaldinho, Felipe acaba escutando comparações com o jogador eleito melhor do mundo em 1999. “Se Deus quiser, quem sabe eu possa chegar à metade do que ele jogou”, afirma, frisando que comparações são mais pela fisionomia. “Eles comparam o jeito, o rosto”, conta.

O jovem nutre o sonho de jogar pelo São Paulo, seleção brasileira e um grande clube europeu. “Desde pequeno que a maior vontade que eu tenho é brincar na neve”, revela.

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