A 40 dias de sua estreia no Campeonato Paulista, o Mogi Mirim dá os primeiros passos em sua preparação visado à disputa do estadual. A beira do campo, o treinador Claudinho Batista, comandante responsável por levar o clube à Série B do Campeonato Brasileiro, segue seu trabalho da mesma forma, mas com um ponto de interrogação na cabeça. Até aqui, ele ainda não sabe se continuará à frente do time em 2015, em uma indefinição que se não tira o sono, gera uma ansiedade além do costume no técnico.
A decisão está nas mãos da diretoria, que até agora não informou se mantém Claudinho ou se busca um novo nome no mercado. Enquanto isso, resta dosar o trabalho do dia a dia, iniciado nesta semana, com a espera de uma resposta por parte do presidente Rivaldo Ferreira. “Estou na expectativa, confesso, mas trabalho para ficar dentro do clube. Eu vivo a expectativa de ser o treinador, quero isso para mim. A partir da noite do acesso, ele (Rivaldo) agradeceu, mas não chegou a falar quem seria o treinador (em 2015)”, comentou Claudinho.
Uma possível saída seria encarada com naturalidade, mas com certa frustração. “Se sair vou ficar triste, chateado, mas tenho que respeitar”, resumiu.
Um novo Claudinho
O bom trabalho realizado no Mogi neste 2º semestre coloca o treinador em um outro patamar. A explicação chega com convicção. “Estou feliz porque meu nome deixou de ser o Claudinho que ajuda na Copa São Paulo, posso ser da 1º divisão ou ir para qualquer outro clube. O que eu quero é ser treinador, mas se o Rivaldo não querer não é problema meu”, argumentou.
Segundo ele, já houve especulações de outros clubes em seu trabalho, mas nada concreto.