Caminhamos para a conclusão de mais um ano. Um ciclo importante, de uma batalha coletiva contra a pandemia, de lutas individuais na vida de cada um. Na administração pública, sobretudo, a definição dos 365 (às vezes 366) dias do ano é com o termo “exercício”. Palavra que tem outros sentidos. Veja bem. Chegando nesta reta final, que tal fazermos um exercício importante?
Você está fiscalizando os seus representantes? Percebam que aqui são várias situações. Temos os níveis de Estado e Federação. Para nós, João Doria e Jair Bolsonaro. É óbvio que é fundamental monitorar as ações de cada um deles, bem como das representações parlamentares.
Mas, foquemos aqui, no nosso quintal. Não importa se você votou nele ou não. Paulo Silva é o seu prefeito até 31 de dezembro de 2024. Pelo menos. E ele tem que ser fiscalizado, acompanhado e tudo mais. O mesmo vale para a vice-prefeita e também para o secretariado que ele escolheu. Também temos representações legislativas, no caso, 17. Também não importa se um dos vereadores foi escolhido por você em 2020.
A partir do momento em que ele senta em uma cadeira na Câmara Municipal, ele é representante do povo. Aliás, já falamos aqui: o agente político eleito pelo povo, do povo é funcionário. A nós deve servir e nós devemos monitorar seu trabalho. Este é o primeiro ano destas novas gestões.
E não dá para passarmos o ano reclamando do que é feito e discordamos e do que não é feito e achamos que precisa, sem cobrar, sem monitorar. É função nossa, enquanto cidadão, estar atento a isso. E aí, reforçamos. Você está fiscalizando os seus representantes?
Caso você seja do time que diz pouco se importar com política, reveja este seu conceito. Estar atento ao que acontece ao seu redor, principalmente quando isto envolve aqueles que ganharam o poder de decidir o nosso presente e futuro, é fundamental. É um papel coletivo acima do individual. É o desenvolvimento do seu bairro, é a geração de emprego para o seu familiar, é a melhoria da segurança pública e da qualidade de vida.
É óbvio que os políticos contribuíram, nos últimos anos, para nos distanciarmos deste universo. Alguns tem ojeriza quando ouvem falar em política. Mas, para que possamos viver em uma sociedade melhor, temos que monitorar. Fiscalizar o que os que estão eleitos fazem é encurtar o caminho para eleger o cenário ideal no próximo pleito. E novas disputas acontecerão. Pessoas boas vão brigar por vagas. Mas os sanguessugas estarão ali, sempre. Sempre!
Por isso, se em 2021 você não cumpriu tão bem este papel, faça este exercício e coloque como uma das metas para 2022. Estar atento ao que os políticos da cidade fazem é uma obrigação para nós, visualizando um presente melhor e um futuro digno para os que estão por vir.