terça-feira, julho 16, 2024
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A hora de procurar atendimento na UPA ou na UBS

Desde que a Saúde Pública passou a se estruturar em um formato de oferta de unidades regionalizadas dentro das cidades, os antigos Postos de Pronto Atendimento (PPA’s), hoje quase que universalizados como UBS’s (Unidades Básicas de Saúde), é possível ouvir de especialistas a respeito de algo que deveria ser hábito da sociedade.

Não são todos os casos que devem ser levados a hospitais ou unidades em emergência. E, em um primeiro momento, o munícipe deve se dirigir à UBS mais próxima. Porém, claro, há especificidades que só quem é da área pode tratar.

De acordo com a gerente administrativa da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Mogi Mirim, a enfermeira Gisele Barreto Felix Luz, a maior parte da população ainda procura a UPA para resolver casos simples, que poderiam ser tratados nas unidades da rede de atenção primária à Saúde.

Nos últimos anos, segundo dados da Prefeitura Municipal, investimentos superiores a R$ 3,2 milhões em reformas e ampliações das UBSs foram realizadas em todas as regiões da cidade, além da contratação de mais médicos e de mais horas/médicos.

Porém, 80% dos casos atendidos na UPA, na verdade, seriam facilmente resolvidos nas UBS’s. “Em muitos casos, as pessoas vêm até a UPA, aguardam um tempão e, no mesmo horário, a unidade de atenção primária do bairro onde ela vive está com um menor número de pacientes”, compara.

Gisele, que trabalha para a organização social IAFA (Instituto de Apoio à Família) e que há algumas semanas assumiu a administração da UPA da Zona Leste, afirma que, nesses primeiros dias, já foi possível observar que a maioria dos casos é de ficha “azul”, ou seja, sem urgência e que pode ser atendido em até 240 minutos, conforme preconiza o Protocolo de Manchester.

Por esse sistema, pacientes com ficha vermelha (emergências) tem prioridade total. Já os de ficha amarela (urgência moderada), merecem atenção e devem passar à frente em relação aos casos de pacientes de ficha verde (pouco urgente) ou azul (nenhuma urgência). Pacientes fichas verde ou azul chegam à UPA com queixas de baixa ou nenhuma gravidade.

“Além de esperar um tempo maior, poderão aguardar ainda mais se, por ventura, chegarem casos como uma parada cardiorrespiratória, dentre outras emergências”, explica Gisele. Ela ressaltou ainda que a população precisa se conscientizar sobre o funcionamento do sistema de Saúde do Município, para tirar o máximo de proveito dos atendimentos.

Ela cita que casos ortopédicos (fraturas, etc), por exemplo, devem ser levados diretamente à Santa Casa de Misericórdia, assim como as urgências obstétricas. Gisele adverte que a pessoa que procura a UPA, sem necessidade imediata e que são mais de 80%, além de gerar mais espera, ficam expostas a riscos desnecessários, como a contaminação por covid-19.

“Somos o local de referência de atendimento dos infectados e quem está com o sintoma de covid-10, primeiro procura a UPA”, pondera. A gerente administrativa da unidade conta que, atualmente, a média de atendimento diário é de 250 pacientes, mas há dias em que atinge o pico de 400 pacientes.

Por último, Gisele acredita que o novo PSC (Pronto Socorro Central), que deverá ser inaugurado em maio, haverá um alívio à UPA, uma vez que ocorrerá uma redistribuição de pacientes. “Hoje, muita gente que procura atendimento na Zona Leste, vai optar pelo Centro”, finalizou.

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