terça-feira, julho 9, 2024
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Como o exercício contribui para a prevenção do câncer de mama?

Outubro é o mês de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. O movimento surgiu nos Estados Unidos, onde vários estados já realizavam ações isoladas relacionadas aos cuidados contra a doença neste mês específico. Diante disso, o Congresso Norte-Americano decidiu oficialmente transformar outubro no mês de prevenção do câncer de mama.

O câncer de mama é o tipo que mais afeta mulheres em todo o mundo. No Brasil, foram estimados 66.280 casos novos de câncer de mama em 2021, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

Segundo especialistas, o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) explica que o câncer é uma doença causada pelo crescimento desordenado das células, que podem se desenvolver em diferentes partes do corpo, assim como invadir tecidos e órgãos próximos ou à distância. Segundo o INCA, é possível evitar ou diminuir o risco desse processo ocorrer por meio de mudanças comportamentais. O Instituto relata que cerca de 30% dos casos da doença podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, como manter o peso corporal adequado, ter uma alimentação dentro dos parâmetros ideais para cada indivíduo, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, amamentar e praticar exercícios físicos regularmente.

As recomendações atuais do Ministério da Saúde são de, pelo menos, 150 minutos por semana de exercícios físicos moderados a vigorosos, e inclusive as atividades físicas realizadas no lazer ou no tempo livre também têm relação com a prevenção de alguns tipos de câncer, inclusive o de mama.

Além da prevenção, o exercício físico também é importante para quem está com câncer de mama, pois oferece benefícios físicos e psicológicos. No aspecto físico, a prática está associada à redução dos efeitos colaterais do tratamento, melhora da aptidão física, fortalecimento muscular e ósseo, melhora da mobilidade e uma maior qualidade de vida. Já no aspecto psicológico, a atividade física pode reduzir os sintomas depressivos, melhorar a autoestima e a imagem corporal. Diante de todas essas evidências, manter uma vida mais ativa fisicamente e estar em dia com os exames preventivos pode diminuir o risco de desenvolvimento da doença, bem como auxiliar em seu tratamento.

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