terça-feira, julho 16, 2024

DA FONTE

RECUSARAM
Chamou a atenção de quem leu a “Ordem do Dia” da 18ª sessão ordinária da Câmara Municipal a presença de um requerimento (nº 235/2023), de autoria do vereador Tiago César Costa (MDB), questionando a lista de presença nas aulas de segundas-feiras de outro vereador, João Victor Gasparini (União Brasil). O requerimento, porém, foi rejeitado pela maioria. Apenas Marcos Gaúcho (PSDB), além de seu próprio autor, votaram favoráveis, com 14 rejeições. Mais um capítulo dos embates entre o líder do governo e principal nome da oposição ao governo, uma marca que evidencia o quanto o Poder Legislativo, que deveria viver à parte do Executivo, tem até seus confrontos internos marcados por vínculos com o Executivo.

DEFENDERAM
Alguns vereadores usaram a palavra para defender Gasparini. Luzia Cristina Cortes Nogueira (PDT) pediu respeito. Mara Choquetta (PSB) falou em perseguição de Tiago contra João. Outros se pronunciaram, mas o foco ficou mesmo nos protagonistas. Costa elencou argumentos para defender seu requerimento, inclusive ressaltando que a Câmara Municipal e a faculdade em que o parlamentar estuda têm, respectivamente, sessões e aulas às segundas à noite e a presença de denúncias de supostos favorecimentos ao seu colega.

ARGUMENTOU
“Considerando que falsa conduta em lista de presença pode ser considerada delito de falsidade ideológica”, acrescentou, além de citar outros possíveis desrespeitos ao Código Civil. O caso, porém, não deve terminar por aí, já que Tiago deixou claro que pretende acionar o Ministério Público para tratar do caso. “Eu fui aluno da Faculdade de Direito de Mogi Mirim e nunca fui beneficiado com uma presença se eu faltasse. Com os alunos vindo aqui e fazendo denúncia contra o vereador, o que cabe a mim fazer como vereador a não ser fiscalizar? Ele é um “Deus” que pode estar em dois locais ao mesmo tempo?”, indagou.

RETRUCOU
Do outro lado, Gasparini definiu o requerimento como “sem nem pé nem cabeça”. Afirmou estar se desdobrando entre vereança, trabalho e faculdade e afirmou que jamais deixou de participar de nenhuma sessão ou votação. “Todas as atas constam o meu nome”. E completou. “Não tenho o que temer porque não faço o que é errado. Eu sei das dificuldades que tenho tido. Com notas, com trabalhos, dificuldade com pareceres, para articular as votações que o governo precisa. Não tem sido fácil, mas sei que a missão é muito maior do que eu. Eu sei que é um sonho o que eu estou vivenciando e esse sonho tem esses percalços. O senhor, Tiago Costa, não será o maior percalço em minha vida”.

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