terça-feira, julho 9, 2024
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Mogi Mirim, 254 anos de município – Nº 806 – 1ª parte

Em 1769, Mogi Mirim era uma das 20 vilas mais antigas e importantes de São Paulo. Fundada oficialmente em conformidade com as leis coloniais da época, em 1º de novembro de 1751, a vila progrediu consideravelmente e estava estrategicamente localizada no sudeste e norte da Província de São Paulo.

O governo português estava preocupado com as invasões espanholas do território brasileiro no sul do país e tomou medidas para impedir essas ameaças. Inicialmente, dotou Mogi Mirim, em 1751, de três grupos militares: Cavalaria, com 44 integrantes; Infantaria, com 42 membros; e Granadeiros, com 57 soldados, totalizando 143 militantes, sob o comando do capitão André Cerdeira de Lacerda.

Além dessas medidas, o governo português considerou Mogi Mirim um ponto estratégico na região contra possíveis invasões espanholas e determinou que a Freguesia de Mogi Mirim fosse elevada à categoria de município, recebendo assim autoridades e organizações de defesa mais eficientes.

A criação do município
Atendendo à ordem do Rei de Portugal, o governador paulista Capitão General D. Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão-Morgado de Matheus determinou a elevação de Mogi Mirim à categoria de município, conforme a seguinte ata:

“Aos 22 do mês de outubro de 1769, neste lugar e Freguesia de São José de Mogi Mirim, onde veio o Juiz de Órfãos Trienal da Vila de Jundiaí, Sargento-Mór Antônio Jorge de Godói, por ordem do doutor Salvador Pereira da Silva, Ouvidor-Geral e Corregedor desta Comarca de São Paulo, com o propósito de fundar e estabelecer um novo município. Foi então ordenado pelo Porteiro Inácio da Cunha Lara que fosse feito um pregão público neste local para anunciar a fundação do Pelourinho, símbolo desta Vila, e a independência da Vila de Jundiaí, à qual estavam até agora subordinados. Estavam presentes as pessoas que aí se encontravam, que abaixo assinaram, e, junto com os mencionados povoadores, escolheram este local para a fundação do Pelourinho. Ele foi erguido a partir de um pau chamado Cabreúva, com quatro quinas e uma cabeça no topo, na qual foi colocado um castelo de madeira, uma vez que não havia tempo para fazê-lo em pedra, nem para adicionar outros emblemas de ferro, o que seria feito posteriormente, quando houvesse autoridades responsáveis pelo crescimento da Vila e pelo bem comum. O Juiz ordenou a confecção deste termo para registro, assinado pelo Juiz de Órfãos e demais pessoas presentes neste ano. Eu, Antônio Marques Barbosa, escrivão, o escrevi”.

FONTES: Arquivo do Estado, Atas municipais

PRECEITOS BÍBLICOS
“Deus é rei e revestiu-se de majestade, poder e de esplendor. Vós, meu Deus, firmastes o universo inabalável. Firmastes vosso trono desde a origem e desde sempre, ó Senhor, vós existis, pelos séculos dos séculos. ” (Salmos 92/93).

TÚNEL DO TEMPO
Em 1947, o município de Mogi Mirim tinha no algodão sua maior lavoura, com 2.330 alqueires cultivados. Em seguida vinha o café, com 2.250 alqueires e produção de 38 mil sacas de 60 quilos, um total de 5285 milhões de cafeeiros.

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