terça-feira, julho 16, 2024
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Golpista simula sequestro e exige transferências bancárias

Se fazendo passar por um sequestrador, um golpista acabou lesando uma mulher de 68 anos, moradora da Zona Norte de Mogi Mirim. A vítima se assustou quando, por volta de 5h do sábado, 7, o telefone fixo de sua residência tocou.

Ao atender a ligação, ouviu uma voz feminina, a qual acreditava ser sua filha. A interlocutora dizia: “Mãe, ele entrou aqui em casa”. Rapidamente uma voz masculina assumiu a conversa, dizendo que estaria com a filha como refém e que deveria acatar suas ordens ou, caso contrário, mataria a filha.

O interlocutor chegou a perguntar pelo ex-marido da mulher, dizendo seu nome, sem que ela, em qualquer momento, o houvesse mencionado e também disse o endereço da vítima com precisão. O suposto sequestrador, para ameaçar a vítima, disse que do lado de fora de sua casa havia um comparsa observando a movimentação caso ela deixasse a residência.

A mulher, temerosa pela integridade da filha, passou a seguir as ordens do criminoso. Ele determinou que ela atendesse o telefone celular e entrasse em seu aplicativo bancário, pelo qual acabou fazendo uma transferência que pode ter totalizado o valor de R$ 7 mil, além de um empréstimo no valor de R$ 5 mil, que foram repassados para o autor do crime.

Após as transferências, o autor ainda exigiu que a vítima pegasse joias e fosse até um shopping, em Campinas (SP), mas que não desligasse o celular, pois a estaria monitorando. Ela informou que acataria as ordens, porém seria necessário passar em um posto para o abastecimento de seu veículo.

No posto, a vítima encontrou uma pessoa conhecida, que acabou ligando para a filha e descobriu que a mesma estava em seu local de trabalho, percebendo, assim, que estava sendo vítima de um golpe. Ela então foi até o local de trabalho da filha e posteriormente à Delegacia de Polícia para registrar os fatos. Quando se encontravam na CPJ (Central de Polícia Judiciária), novamente o criminoso, que utilizava um número de telefone com o DDD 021, ligou, sendo atendido pelos policiais civis, finalizando o golpe.

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