terça-feira, julho 9, 2024
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Os primeiros partidos mogimirianos – nº 795

Durante o primeiro reinado de D. Pedro I, existiam apenas dois grupos: os Liberais e os Conservadores. Em Mogi Mirim, a política foi comandada pelo Partido Conservador, que tinha o maior número de adeptos, vencendo quase todas as eleições municipais. O Partido Liberal somente prevaleceu nos últimos momentos da Monarquia, com duas vitórias, sendo a última no mês em que foi decretada a República no Brasil, em novembro de 1889.

Até 1836, não houve propriamente partidos políticos organizados em Mogi Mirim. Existiam os Liberais e os Conservadores, mas não oficialmente declarados como “Partidos”. A Constituição de 1824 nada estabelecera a respeito e nem sobre o parlamentarismo. Os Liberais e os Conservadores somente se organizaram como partidos políticos a partir de 1836, durante o segundo reinado de D. Pedro II.

Curiosamente, os dois partidos existentes apoiavam a monarquia de D. Pedro II, mas se digladiavam em disputas eleitorais e políticas. Seus programas não apresentavam diferenças profundas, representando os interesses dos fazendeiros, da aristocracia rural e de escravistas.

Em Mogi Mirim, esses dois partidos trocavam de posições políticas muitas vezes, alterando completamente seus pontos de vista. Por exemplo, a abolição da escravatura era defendida pelos Liberais e os Conservadores eram contra, mas em 1888, ajudaram a proclamar, no dia 4 de março daquele ano, a abolição da escravatura em Mogi Mirim, com a promulgação em plenário e em Assembleia Popular perante cerca de mil pessoas durante ato abolicionista no Largo da Matriz (atual Praça Rui Barbosa).

Isso ocorreu em Mogi Mirim três meses antes da Lei Áurea, acontecimento que repercutiu em todo Brasil e, segundo alguns historiadores, foi importante para levar a Princesa Isabel a decretar a famosa lei.

Em 1873 um novo partido surgiu: o Partido Republicano Paulista, fundado durante a Convenção de Itu, durante a qual dois irmãos mogimirianos, Francisco e Antônio Araújo Cintra sobressaíram com importantes sugestões aprovadas pela assembleia, constituída, em sua maioria, por cafeicultores descontentes com a política imperial de D. Pedro II.
Os republicanos, após a decretação da Republica no Brasil, passaram a comandar a política em Mogi Mirim, inicialmente tendo como grande líder o Coronel Venâncio Ferreira Alves Adorno, o primeiro intendente municipal de Mogi Mirim.

FONTES: Atas da Câmara Municipal, crônicas de Pedro de Mattos e documentos sobre a política de Mogi Mirim.

PRECEITOS BÍBLICOS
“Após Matusalém viver 187 anos, gerou Lamec. E Matusalém, após haver gerado Lamec, viveu mais 782 anos, e gerou filhos e filhas. E a vida toda de Matusalém foi de 969 anos e morreu!”. (Genesis 5, 25-27)

TÚNEL DO TEMPO
1º de novembro de 1951 – Na página nº 61 de sua “Monografia Geográfica de Mogi Mirim”, o historiador Antenor Ribeiro escreveu: “O Marianinho (Mariano Antônio do Espírito Santo) faleceu em 26 de abril de 1921, com 115 anos de idade. Residiu algum tempo na Igreja do Rosário e foi protegido da família do Dr. Arthur Cândido de Almeida”.

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